Saiba como sobreviver ao trânsito paulistano

Por Débora Lopes

Um dos maiores problemas da cidade de São Paulo é também um feroz inimigo para o paulistano: o trânsito. Para passar o tempo no carro ou no ônibus, veja o que fazem alguns moradores da cidade.

Crédito: Paulo Fehauler

Alternar o uso do transporte coletivo e do carro é uma das alternativas utilizadas pelo jornalista Alexandre Bazzan, 31. Morador do Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, trabalha e estuda na Zona Oeste. Quando enfrenta o transporte público, tenta ler – o que nem sempre acontece. “É praticamente impossível porque o ônibus balança muito. Acabo olhando e-mails no celular ou não faço nada”, lamenta. Moradora da mesma região que Bazzan, a estudante Beatriz Ferraz, 18, atravessa a cidade rumo à Zona Norte para ir ao trabalho. Todos os dias, encara um ônibus e mais quinze estações de metrô. Durante o trajeto, que leva cerca de uma hora e meia, aproveita para colocar o sono em dia, justificando que “Quando o cansaço bate, a melhor opção é dormir.”

A estudante relata que uma vez, durante um engarrafamento, ligou para o rapaz com quem namorava. Ele, por sua vez, disse estar no trabalho. Ao olhar pela janela do ônibus, Ferraz repara num carro cheio de homens. Olhando para o piloto, percebe: era o namorado. “Não que estar no carro fosse um problema, mas o trânsito foi responsável por desmascarar a mentira”, conta.

Sem paciência para enfrentar o caos instalado pela cidade, a produtora de TV Helena Krausz, 23, diz preferir a bicicleta como meio de transporte, embora tenha carro. “Eu não gasto nenhum dinheiro, não fico presa no transito, não fico maluca procurando vaga na rua ou um estacionamento que não me ‘assalte’. Ainda faço exercício físico e me sinto mais disposta durante o dia todo”, relata.

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Retorno ao Analógico

Os jovens procuram o velho; não há ironia na frase, nem pouca verdade. A juventude busca, principalmente através das vertentes culturais, um contato mais próximo com as raízes do que cresceram ouvindo ou vendo. O rock dos anos70, apsicodélica das roupas, o espírito hippie. Na área da fotografia não poderia ser diferente. Não são poucos os que se apaixonaram pelo conceito da Lomografia.

O conceito de Lomo surgiu como uma viagem despretensiosa de alguns austríacos para a República Tcheca. Incapazes de levar consigo seus equipamentos, por serem muito pesados, eles se valeram de câmeras descartáveis para registrar o momento. Ao revelarem os filmes, foram imediatamente atraídos pelos defeitos e seus efeitos na imagem produzida. Nasceu então a estética Lomo, que utiliza o desafio da racionalização e da precisão na necessidade de retorno às fotos analógicas. A fotografia tem como característica mais marcante o alto contraste e alta sensibilidade, que capta muito bem movimentos e cores.

Fotografia tirada com uma câmera Lomo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A marca ganhou sua primeira loja no Rio de Janeiro e abriu a segunda filial na icônica Augusta,em São Paulo. A carioca contém o maior acervo de fotografia Lomo da América Latina.

Usuários como Beatriz Gonçalves, que acabou de ganhar sua Diana F+, não contém a emoção nostálgica com relação a câmera. “É como um brinquedo, mas sua fotografia é uma obra de arte. Abre horizontes”, ela alega.

Câmera Diana F+

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um retorno saudável ao passado, ou uma vontade de encontrar nele o que a atualidade marcada pelo consumo e pela era digital não existe? A juventude busca desenfreada por objetos saudosistas, mas muitos o adaptam à uma visão progressista do futuro. Quando perguntada sobre isso, a jovem atriz Beatriz é bastante enfática “Falo por mim quando digo que, com essas ferramentas retrogradas, podemos criar coisas nunca antes feitas, muito visionárias.

Por Cecília Garcia 

Pricake

por Nathália Borges

Inaugurada a primeiro empreendimento do grupo PRICAKE, em Higienópolis, bairro nobre paulistano de São Paulo. A loja trouxe para o mercado brasileiro um conceito totalmente inovador, de mini-cupcake D.O.C (denominação de origem controlada).

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A loja tem diferenciais inovadores que amplia a concorrência as demais do ramo, do mercado paulistano. A receita não possui qualquer tipo de derivados animais, leite ou farinha. E possui certificado vegetal kosher parve Pat Israel. Isso quer dizer que toda a produção da loja é supervisionada, para manter o padrão da cozinha judaica ortodoxa.

A loja possui cerca de 36 sabores, em que se destacam os mini-cupcake de maçã (cake de maçã, com recheio de doce de maçã e cobertura de creme com pralinê de amêndoas); mini-cupcake de pistache (cake de pistache, com recheio de ganache de chocolate e cobertura de creme com pistaches picados); mini-cupcake de cenoura (cake de cenoura, com recheio de doce de goiaba e cobertura de creme de baunilha); mini-cupcake de coco (cake de coco, com recheio de doce de abóbora e cobertura de creme de coco) e, ainda, mini-cupcake de frutas vermelhas (cake de chocolate, com recheio de ganache de chocolate com frutas vermelhas e cobertura de creme de frutas vermelhas).Image

A experiência que tive na loja não podia ser melhor. Primeiro me deparei com uma boutique de doces, foi muito bem atendida, degustei o cup cake antes de fazer minha escolha, e por fim precisei comprar a maior caixa da vitrine, para não perder a chance de comer um pouquinho de tudo; E claro com a consciência tranquila por ser saudável.

Roteiristas comentam o movimento Occupy Wall Street

Por: Marcus Santana

A repercussão do movimento Ocuppy Wall Street levantou opiniões de diversas personalidades no meio do entretenimento, e não foi diferente no universo dos quadrinhos.

Frank Miller, autor de obras famosas e com adaptações cinematográficas como Sin City e 300 mostrou-se completamente contra o movimento “Todos estão sendo muito educados sobre esse absurdo. O movimento pode ser qualquer coisa menos o exercício de nossa abençoada Primeira Emenda. Esses manifestantes são nada mais do que um bando de arruaceiros, ladrões e estupradores, uma multidão incontrolável, alimentados pela nostalgia da Era de Woodstock e falsa justiça. Esses palhaços não farão nada mais do que ferir a América” e ainda acrescentou “É uma tentativa desajeitada e mal expressada de anarquia feita por crianças mimadas com seus iPhones e iPads, que deveriam parar de ficar no caminho dos trabalhadores e procurar um emprego. Isso não é um levante popular. É lixo. E Deus sabe que eles estão levando esse lixo – político e filosófico – a todos os lugares que puderem” todas as declarações foram retiradas do blog do próprio autor. Recentement, Frank Miller lançou seu mais novo trabalho intitulado Holy Terror, onde um herói fantasiado luta contra os terroristas da Al-Qaeda.

Já o britânico Alan Moore, autor das obras Do Inferno, Watchmen e V de Vingança, todas adaptadas ao cinema e a última inclusive tendo a máscara de seu protagonista usada nos protestos de Wall Street e ao redor do mundo, tem uma opinião diferente à de Miller, Moore em entrevista ao jornal britânico The Guardian comentou: “Acho que, enquanto estava escrevendo a história, bem lá no fundo imaginei se não seria legal se aquelas ideias tivessem algum impacto. E quando vejo essa fantasia invadir o mundo real… é peculiar. Parece que esse personagem que criei há 30 anos escapou do reino da ficção” e acrescentou que “Aquele sorriso é tão assustador. Tentei usar a natureza enigmática desse sorriso para efeito dramático. Podíamos mostrar uma imagem do personagem apenas parado em pé, silencioso, com uma expressão que podia ser de alegria ou de maneira mais sinistra. Ver máscaras com os manifestantes faz com que eles se pareçam um único organismo, esse tal de 99% de que ouvimos tanto falar. Nesse sentido é formidável, posso ver o motivo de estarem usando a máscara” analisou sobre usarem seu personagem, baseado no rosto de Guy Fawkes como um dos símbolos do movimento.

Apesar dos comentarios sobre o uso de seu personagem, Moore não acha o movimento algo nocivo e diz: “No momento, os manifestantes parecem fazer um movimento com clareza moral, protestando contra o estado ridículo causado por nossos bancos, empresas e líderes políticos. Provavelmente, seria melhor se as autoridades aceitassem que esta é uma nova situação, que a história está sendo escrita. História é algo que acontece em ondas, geralmente é melhor seguir a corrente e não nadar contra elas. Espero que os líderes mundiais percebam isso”

Alan Moore também comentou ao site Honest Publishing sobre as declarações de Frank Miller, e causou ainda mais polêmica: “Mal vi os trabalhos de Frank Miller nos últimos 20 anos. Achei Sin City tão misógino e 300 de Esparta equivocado e homofóbico. Acho que o trabalho dele tem sido de uma sensibilidade bastante desagradável, há bastante tempo”, analisou Alan Moore. “Ouvi falar desses últimos desabafos sobre o movimento e é o que eu esperava dele. Sempre me pareceu que a maior parte da indústria de quadrinhos, politicamente, é de centro-direita. Acho que seria correto dizer que eu e Frank Miller temos visões opostas sobre todo o tipo de coisas e certamente sobre o movimento Ocuppy Wall Street.”

O movimento Ocuppy Wall Street tem sua origem da crise econômica que atingiu o país e a Europa. Os protestos são a forma dos manifestantes exporem sua ideias contra a influência empresarial na sociedade e no governo dos Estados Unidos, contra a distribuição desigual de renda em seu país e também contra a impunidade dos responsáveis e beneficiários da crise financeira mundial. O movimento iniciou em Wall Street, bolsa de valores de Nova York e agora se espalha entre outros países, incluindo o Brasil.

 

Após quatro meses de atraso, é definida data de inauguração da ETE Bonsucesso (em Guarulhos)

Em nota encaminhada à nossa editoria, Prefeitura e Saae de Guarulhos informam a entrega da segunda Estação de Tratamento de Esgoto, a ETE Bonsucesso, aumentando para 35% a capacidade de tratamento de esgoto do município
O prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida, entregará no domingo, dia 11, às 11 horas, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Bonsucesso, localizada na Avenida Paschoal Thomeo (antiga Estrada Capuava). Este é o segundo sistema de tratamento de esgoto implantado; a ETE do São João entrou em operação em setembro de 2010. O evento contará ainda com a presença da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior.

Estação de Tratamento de Esgoto do São João

Conforme publicado anteriormente, as obras do Programa de Tratamento zde Esgoto de Guarulhos são realiadas pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) – empresa responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário – com recursos próprios e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. Até o momento foram destinados R$ 318 milhões, considerando todas as obras em execução.

De acordo com o Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário (PDSE) do Município (estudo elaborado entre 2003 e 2004 que é base de todas as intervenções que estão sendo realizadas), Guarulhos construirá, ainda, a ETE Várzea do Palácio (15% de capacidade), que deverá entrar em operação até o fim de 2012. O município executa, também, obras para tratar os esgotos coletados nas regiões Cumbica e Pimentas na ETE São Miguel, que é pertencente ao Sistema Metropolitano e operada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp); esse sistema terá capacidade de tratar mais 20% dos esgotos. Com a conclusão desses dois sistemas (Várzea do Palácio e Cumbica/Pimentas), a capacidade de tratamento será de, aproximadamente, 70%.

por Leo Romano (RA00097447)

Futuro

Por Majorri Bertolotti

A UNICEF( Fundo das Nações Unidas para a Infância) lançou nessa quarta feira, 30 de novembro, um relatório que representa a situação dos adolescentes no Brasil. Vivem hoje  21 milhões de jovens entre 12 e 18 anos , que representam 11% da população.

O relatório ”O Direito de Ser Adolescente: Oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdades” está estruturada em cinco capítulos que dizem respeito ao papel do adolescente na sociedade, suas dificuldades e obstáculos e também soluções para tais problemas.

O primeiro dos cinco capitulos convida a sociedade brasileira a olhar  à adolescência de maneira diferente, compreendendo essa etapa como uma fase única na vida.Trata também do importante papel dos adultos no momento de orientar e protegê-los

No segundo capítulo, o relatório mostra como a baixa escolaridade, a pobreza a exploração do trabalho entre tantas outras condições desfavoráveis ainda representam obstáculos para o pleno desenvolvimento e para realização dos direitos dos jovens.

O terceiro capítulo mostra os principais desafios para emplementação de políticas públicas voltadas para a realização dos direitos dos adolescentes como, por exemplo, a educação, a saúde, a proteção, ao lazer, ao esporte e a cultura.

O quarto capítulo cita um dos mais importantes direitos de qualquer cidadão, em especial o jovem: o direito a participação. Mostrando a importância de iniciativas de projetos novos para o desenvolvimento dessa camada da sociedade

O último capítulo e talvez o mais importante incentiva todos a agir. Adultos – pais, educadores, autoridades – também devem envolver-se uma vez que ha uma urgência em colocar em pratica novas prioridades para a plena realização do direito de ser adolescente.

É importante dar voz a novas gerações, ouvir seus projetos e colocá-los em prática sempre. “Reconhecer que os 21 milhões de pessoas com idade entre 12 e 17 anos são um grupo em si. Não são futuros adultos e nem são crianças grandes. São cidadãos, sujeitos com direitos específicos, que vivem uma fase de desenvolvimento extraordinária…”

Apesar do relatório não ser tão positivo, apontando ,por exemplo, o homicídio como sendo uma das principais causas de morte dos jovens ou que o preconceito racial ainda atrapalha muito na alfabetização e também no desenvolvimento desses 21 milhões de jovens há uma força contraria lutando por seus direitos.

A sociedade precisa incentivar mais esses jovens, pois eles lutarão por condições mais dignas, contra o preconceito e a desigualdade e acima de tudo por direitos